Ontem mesmo falava da esperança e dos sonhos de tornar real os projetos desde coração seco.
-Foi um momento ileso que não se repetiras mais. É bom que entendam que, às vezes sou assim; ora alegre, outrora infeliz...
As pessoas gostam mais quando estou alegre, pois dizem que pareço disposto. Feliz.
"-É também o estado que mais prefiro por ser o único a manter minha mente despreocupada e tranquila".
Às vezes me canso desta plataforma tônica. Mas juro, não foi esta "inconstância" que sempre quis para mim.
Me refiro ao meu estado bipolar que todo ano falo sobre. Acredito que para alguns, ainda é novidade, para outros nem tanto.
De qualquer forma é lamentável tocar neste de novo -é uma parte da minha vida que simplesmente adoraria deletar. Mas que infelizmente, não posso...
O pior, é não ter os devidos apoios da família, eles nem sabem como é ser um bipolar. Na verdade, ninguém sabe, nem mesmo o psiquiatra que diz entender todos transtornos da personalidade. Somente eu e aqueles que sofrem desde mesmo complexo que conhecemos as (im)prudências da bipolaridade.
Meu primeiro sintoma, se é que devo chamá-lo assim, aconteceu na adolescência. Foi onde eles ficaram claros. Antes, eles passavam quase que desentendidos. Eram apenas paranóia de criança desfragmentada c0m o crescimento da personalidade - pensava.
Graça aos aprimoramentos da minha sensibilidade e a impertinência da filosofia nos cursos de faculdade, pude ser orientado e encaminhado por outros. Foi onde minhas crises tornaram-se notáveis, e meus transtornos, questionáveis.
Ainda não sei ao certo quando tudo ocorreu. Tudo que entendo desta vida bipolar é que sou oras comunicativo e simpático, outrora indissociativo e antipático.
Prefiro não rotular e nem me adoentar. Prefiro pensar que sou como você; Diferente, único e especial. Desta maneira minha vida torna-se mais significativa e meus dias interessantes.
Como estava dizendo: Ontem escrevi sobre esperança. Hoje sobre possibilidades. Amanhã não saberei!
Inté.
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